

Naqueles dias, Moisés levantou-se, quando ainda era noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.
A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. Sede bendito, nome santo e glorioso. No templo santo onde refulge a vossa glória. E em vosso trono de poder vitorioso. Sede bendito, que sondais as profundezas. e superior aos querubins vos assentais. Sede bendito no celeste firmamento.
Irmãos, alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém!
Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
Caríssimos irmãos! “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13, 13)! Desta forma, sob a invocação da Santíssima Trindade, a Liturgia da Palavra deste 9º Domingo do Tempo Comum nos coloca diante do grande mistério da Santíssima Trindade; diante deste nosso Deus que se revelou a nós como um só Deus em três Pessoas Divinas.
Na verdade, a doutrina sobre a Santíssima Trindade sempre foi a mais complexa e misteriosa doutrina da Igreja Católica. Por tratar de um assunto da própria intimidade divina, a razão humana sempre teve enorme dificuldade em compreendê-la, por estar envolta num mistério tão sublime e elevado que a mente humana era completamente incapaz de atingi-la por suas próprias forças. Entretanto, Deus veio ao nosso encontro e nos revelou alguns traços de sua natureza divina, que eram fundamentais para a nossa fé, para a nossa piedade e para a nossa salvação.
Inclusive a proposição teológica e doutrinal sobre Deus, na qual se definiu que: “Há um só Deus em Três Pessoas divinas”, não esta registrada em nenhum lugar da Sagrada Escritura, nem no Antigo e nem no Novo Testamento. A doutrina da Santíssima Trindade é uma doutrina eminentemente da Igreja Católica. Ela foi elaborada, por inspiração do Espírito Santo e foi elaborada pelos nossos antigos Padres e Doutores da Igreja, durante o intervalo de um séculos – desde o Concílio de Nicéia, em 325, até o Concílio de Calcedônia, em 431.
Depois de muitas reflexões, estudos, discussões, publicações de seus escritos, sermões, cartas e concílios ecumênicos, eles chegaram à seguinte conclusão, decretando-a como dogma de fé para a Igreja Católica, dizendo: “Há um só Deus, quanto à sua Natureza Divina, e Três Pessoas, com seus respectivos nomes de Pai, Filho e Espírito Santo”. Inclusive tiveram que fazer uso de uma linguagem filosófica muito precisa para definir com exatidão teológica a doutrina da Santíssima Trindade. Os quatro primeiros Concílios Ecumênicos trataram deste assunto e definiram a doutrina ortodoxa da Unidade e da Trindade divina. Em todo caso, no Antigo Testamento, por meio de Moisés, tivemos a revelação apenas da unicidade divino: “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6, 4).
Ou conforme o testemunho de fé de Moisés: “Quando o Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele, Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel” (Ex 34, 5-6). O Deus único, que se revelou aos nossos pais, era aclamando pelo profeta Daniel, que dizia: “A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. Sede bendito, nome santo e glorioso. No templo santo onde refulge a vossa glória. E em vosso trono de poder vitorioso” (Dn 51-54). Ou ainda, conforme a profissão de fé de Daniel, que magnificamente declarou em sua oração, dizendo: “Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. Sede bendito, nome santo e glorioso” (Dn 3, 52)!
No entanto, somente no Novo Testamento, Jesus Cristo apresentou as três pessoas divinas, sem abandonar a doutrina da unicidade divina. Sem dar muitas explicações e sem entrar em muitos detalhes, ele revelou que existia em Deus uma unidade divina de um só Deus; porém, este um só Senhor e Deus era composto de três sujeitos divinos, chamando a um de Pai; ao outro de Filho Unigênito; e ao terceiro com o nome de Espírito Santo! Os Apóstolos guardaram esta mesma doutrina de Cristo, a respeito das três pessoas divinas, como fundamento de sua fé. Pois, como disse Jesus: “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito” (Jo 3, 18). E, na conclusão da sua carta, o Apóstolo Paulo fez a profissão de fé na Santíssima Trindade, dizendo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus [Pai] e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13, 13).
Por fim, caros irmãos, não poderíamos deixar de lembrar aquela esplêndida oração que a Igreja repete de forma incansável, para expressar a sua fé e o seu louvor à Santíssima Trindade, dizendo: “Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém” (Acl. ao Ev.)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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