

Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. Outros não deixaram lembrança alguma, desaparecendo como se não tivessem existido. Viveram como se não tivessem vivido, e seus filhos também, depois deles. Mas estes, ao contrário, são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. A descendência deles mantém-se fiel às alianças, e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei! Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes. Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca Eis a glória para todos os seus santos.
Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu quem vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça, disse o Senhor!
Depois de ser aclamado pela multidão, Jesus entrou no templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze. No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos. Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse. Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. Ele não deixava ninguém carregar nada através do templo. E ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: ‘Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”. Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar uma maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade. Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz. Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou”. Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus. Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ‘Levanta-te e atira-te no mar’, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.
Caríssimos irmãos, em comunhão com o nosso Senhor Jesus Cristo! A Liturgia da Palavra de hoje quer despertar em nós a fé na divindade de nosso Senhor Jesus Cristo e estimular-nos a uma vida de comunhão com Deus e de oração perseverante. Ela quer enaltecer todos aqueles que levam uma vida de fé e de piedade, na justiça e na santidade!
As leituras da Liturgia da Palavra de hoje querem fazer com que nós sejamos pessoas de bem, ilustres e famosas aos olhos de Deus, tornando-nos pessoas justas e agradáveis a Deus, como disse o profeta: “Estes são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. A descendência deles mantém-se fiel às alianças, e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará” (Eclo 44, 11-13). Estes homens seriam os verdadeiros eleitos e escolhidos do nosso Senhor Jesus Cristo, como ele disse: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu quem vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15, 16)!
O Evangelho que acabamos de ouvir, nos recorda aqueles últimos dias de Jesus, que antecederam à sua Paixão e Morte. Naquele momento, Jesus estava subindo a Jerusalém, montado num jumentinho, e sendo aclamado rei de Israel, Messias e filho de Davi. Porém, assim que ele entrou na cidade, ao dirigir-se ao Templo, percebeu que, ali dentro, as coisas estavam completamente mudadas. A cidade de Jerusalém e o Templo estavam repletos de judeus peregrinos, vindos de todos os lugares para as festas da Páscoa. Porém, Jesus percebeu imediatamente que as autoridades judaicas, sobretudo os sumos sacerdotes e os chefes do povo, tinham criado um clima de ódio e hostilidade contra ele. Vendo aquela situação tão adversa, “Jesus entrou no templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze” (Mc 11, 11).
No dia seguinte, retornando a Jerusalém, aproveitou-se da imagem de uma figueira sem frutos para fazer uma comparação com a cidade de Sião. Jesus percebeu que as suas tentativas de colher algum fruto de conversão e de salvação entre os judeus de Jerusalém e, sobretudo, entre os chefes do povo de Israel resultaram infrutíferas e frustrantes. Jerusalém era semelhante àquela figueira que Jesus encontrara no caminho. Pois, ao tentar colher algum fruto, foi surpreendido por uma árvore frondosa, mas estéril e sem frutos. Em resposta, Jesus a amaldiçoou! Portanto, este seria, infelizmente, o destino de Jerusalém! Uma vez entrando no Templo, mais uma decepção! Os sacerdotes haviam degradado e pervertido aquele ambiente; ao invés de ser um local apropriado para a oração, para cultivar a fé e estabelecer um local digno de encontro com Deus, haviam-no transformado em um local de comércio.
Então, assim que “Jesus entrou no templo, ele começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. Ele não deixava ninguém carregar nada através do templo. E ensinava o povo, dizendo: Não está escrito: ‘Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões” (Mc 11, 15-17).
Deste modo, o Templo, por ser “Casa do Senhor”, deveria ser uma “Casa de oração”, onde todos pudessem cultivar a sua fé em Deus e elevar a ele orações de louvor e ação de graças! Devia ser, também, um local de congraçamento de todo o povo na presença do Senhor, como já dizia o Profeta: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo. Exultem os fiéis por sua glória, e cantando com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos” (Sl 149, 1,2; 4-6; 9).
Logo a seguir, Jesus concedeu uma importante lição aos seus discípulos, sobre o valor da fé em Deus e sobre a importância que Deus dava à oração, dizendo: “Tende fé em Deus. Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ‘Levanta-te e atira-te no mar’, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados” (Mc 11, 22-25).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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