

Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores como nos dias de festa”.
Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo! Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação! Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.
Ó Emanuel, sois nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos coloca diante de uma das situações mais ternas e emocionantes da Sagrada Escritura, que somente as mulheres poderiam nos proporcionar. Maria e Isabel, unidas pelos vínculos familiares e por uma comunhão de fé e de amor ao Deus Altíssimo, mantinham entre si uma autêntica amizade. Maria, que estava grávida de Jesus foi ao encontro de sua prima Isabel que estava prestes a dar a luz ao seu filho João. Ambas, então, movidas pelo Espírito Santo, elevaram a Deus hinos de júbilo pelas grandes coisas que o Senhor estava realizando em suas vidas, por terem sido agraciadas de se tornarem mães de João Batista e de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, a Liturgia da Palavra de hoje recorda aquele encontro sublime destas duas mulheres, e aquela saudação de Isabel a Maria, dizendo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?” (Lc 1, 42-43)!
Maria, a Virgem Santíssima, no momento em que ficou grávida de Nosso Senhor Jesus Cristo, também ficou sabendo que a sua prima Isabel, já idosa e estéril, ficara miraculosamente grávida de seu filho João. E o Anjo dissera, na ocasião da anunciação, que já era o terceiro mês da gravidez de Isabel. Por isso, assim que Maria soube do que sucedera com sua prima, imediatamente tomou as providências para estar ao seu lado, colocando-se aos seus cuidados, conforme as palavras do evangelista, que disse: “Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel” (Lc 1, 39-40).
Deste modo, o encontro destas santas mulheres, Maria e Isabel, nos revelaram que muitas coisas maravilhosas podiam acontecer através de gestos que pudessem parecer banais e corriqueiros. As demonstrações de afeto e de profunda consideração que cada uma tinha pela outra, mostraram o quão alto era o grau da fé e da confiança que estas mulheres tinha para com Deus. A generosidade da visita de Maria e a hospitalidade de Isabel demonstravam que o amor não precisa de gestos espetaculares para se expressar em toda a sua nobreza de espírito. E este encontro das duas mulheres, que estavam grávidas dos seres humanos mais excelsos e excelentes, tornou-se, assim, num encontro alegre e pleno de júbilo, com demonstrações de fé e de gratidão a Deus.
Ambas recordavam os salmos e hinos litúrgicos que frequentemente haviam recitado e cantado em suas orações, dizendo: “Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Cantai para o Senhor um canto novo! No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança” (Sl 32, 1; 20-21). Ou ainda recordando as palavras do profeta, que disse: “Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor” (Sf 3, 14; 17-18a).
Naquele momento, o próprio Espírito Santo se fez presente, tornando-se o intermediário entre os quatro corações, como disse o Evangelista: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1, 41). Todos que estavam ali: Maria e Jesus, Isabel e João; todos, cheios do Espírito Santo, e cada qual ao seu modo, louvavam a Deus, demonstrando o seu amor, e a sua alegria por estarem na presença dos mistérios mais sublimes da nossa fé e de nossa salvação. O Espírito Santo lhes dava as luzes para compreender os Mistérios da Encarnação do Verbo Divino e da Maternidade Divina de Maria, conforme as palavras de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1, 42-45).
Todos nós, caros irmãos, elevemos nossos corações em festa, e louvemos aos Senhor por estas maravilhas, de ter-nos enviado o Salvador e o seu profeta, cantando: “Ó Emanuel, sois nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus” (Acl. ao Ev.)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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