

Pedro, de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isso vós bem o sabeis. Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua, e até minha carne repousará na esperança. Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu santo experimente corrupção. É, portanto, a ressurreição de Cristo que Davi previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção’. Com efeito, Deus ressuscitou esse mesmo Jesus, e disso todos nós somos testemunhas. E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: nenhum bem eu posso achar fora de vós!” Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Caríssimos, se invocais como Pai aquele que, sem discriminação, julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso e, neste final dos tempos, ele apareceu por amor de vós. Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim a vossa fé e esperança estão em Deus.
Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura; fazei o nosso coração arder, quando nos falardes!
Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos e não o reconheceram. Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze reunidos com os outros. E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
Caríssimos discípulos e discípulas do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavra deste 3º Domingo da Páscoa, nos apresenta vários testemunhos da Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo! Somente cinquenta dias após a Morte e a Ressurreição de Jesus, os apóstolos tomaram coragem de ir a público e anunciar que: Aquele que fora crucificado e morto pelas mãos dos ímpios, estava, agora, e por toda eternidade, vivo e ressuscitado (Cfr. At 2, 22-24)! Encorajados e cheios do Espírito Santo, os apóstolos começaram a proclamar e testemunhar o Cristo ressuscitado dos mortos!
Vemos, assim, Pedro realizando o seu testemunho diante de uma grande multidão de judeus e prosélitos, no seu primeiro discurso querigmático, em Jerusalém, no dia de Pentecostes, dizendo: “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isso vós bem o sabeis. Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. Com efeito, Deus ressuscitou esse mesmo Jesus, e disso todos nós somos testemunhas (At 2, 22-24).
Neste mesmo discurso, o Apóstolo Pedro apresentou o testemunho do rei e profeta Davi, tão estimado e acreditado pelos Judeus, que profetizou, nos tempos antigos, a respeito da ressurreição de Cristo, dizendo: ‘”Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua, e até minha carne repousará na esperança’. É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção’” (At 2, 25-31). Pedro, na sua carta pastoral, confirmou este seu testemunho, dizendo: “Pois, Deus ressuscitou Jesus dos mortos e lhe deu a glória, e assim a vossa fé e esperança estão em Deus” (1Pd 1, 21).
Por último, queremos apresentar o testemunho dos dois discípulos de Emaús. Neste testemunho, estes dois discípulos quiseram deixar bem claro que, para poder ver o Senhor Ressuscitado era necessário ter fé; pois, somente a fé, iluminada pela graça de Deus, tornaria possível ver Jesus Cristo Ressuscitado, como Senhor e Deus! Pois, segundo o relato dos discípulos, Jesus estava ao lado deles, de forma invisível, quando os dois caminhavam tristes e acabrunhados recordando a morte de Jesus. E quando Jesus começou a caminhar ao lado deles, não o reconheceram, pensando que ele fosse uma pessoa estranha! Por estarem demasiadamente perturbados, não conseguiam acreditar que aquele homem fosse o Senhor. Eles somente vieram a reconhecê-lo quando estavam à mesa, ao partir o pão. Aí, então, abriram-se os olhos da fé e viram o Senhor Ressuscitado!
Contudo, caros irmãos, naquele momento ocorreu algo inusitado! No mesmo instante em que os olhos da fé se abriram, reconhecendo o Senhor Ressuscitado, miraculosamente ele desapareceu de seus olhos. E logo a seguir, cheios de alegria, eles foram anunciar aos apóstolos, dizendo-lhes: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” (Lc 24, 34)! Então, eles relataram aos apóstolos o que lhes sucedeu, conforme as palavras do Evangelista Lucas, que disse: “Quando Jesus se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: ‘Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?’ Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze reunidos com os outros” (At 2, 30-33).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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