
Irmãos, alguém perguntará! Como ressuscitam os mortos? Insensato! O que semeias, não nasce sem antes morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou de alguma outra planta. Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se incorruptível. Semeia-se em ignomínia, e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza, e ressuscita-se em vigor. Semeia-se um corpo animal, e ressuscita-se um corpo espiritual. Se há um corpo animal, há também um espiritual. Por isso está escrito: o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. E como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.
Meus inimigos haverão de recuar em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo! Confio em Deus e louvarei sua promessa; é no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor, porque da morte arrancastes minha vida e não deixastes os meus pés escorregarem, para que eu ande na presença do Senhor, na presença do Senhor na luz da vida.
Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!
Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: “O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam. A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A liturgia da Palavra de hoje anuncia uma grande convocação que o Senhor nos fez para irmos ao seu encontro, afim que acolhamos a sua Palavra e busquemos com toda confiança e perseverança a nossa salvação eterna. Pois, somente aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam fielmente até o final de sua vida terrena, haverão de ressuscitar dos mortos e serão acolhidos pelo Senhor na glória do Reino dos céus!
No Evangelho que ouvimos, Jesus falou às multidões e aos seus discípulos em forma de parábolas. Aos que de antemão Jesus sabia que não se importariam com as suas palavras, ele os deixou na ignorância do sentido de suas mensagem, abandonando-os à cegueira de suas mentes, falando-lhes apenas em parábolas! Porém, aos que se mostravam dispostos a aprender a “Palavra de Deus”, e conhecer “os mistérios do Reino de Deus”, a estes ele dedicava uma atenção maior, explicando-lhes o sentido espiritual e doutrinal das parábolas (Cfr. Lc 8, 9-10).
E, para explicar aos seus discípulos este modo tão variado de as pessoas acolherem a Palavra de Deus, Jesus Cristo, então, lhes revelou os mistérios do Reino que estavam ocultos nas parábolas, porque eles demonstravam que estavam interessados em ouvir as suas explicações e compreender a mensagem espiritual da parábola, que Jesus acabara de contar às multidões. Por isso, Jesus disse aos seus discípulos: “A semente é a Palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança” (Lc 8, 11-15).
Pois, como disse o próprio Jesus, de nada adiantaria ouvir a Palavra de Deus que os convidava a buscar o Reino dos Céus, se estas mesmas pessoas não se interessassem por este Reino e nada fizessem para lá chegar. Ou seja, o que, na verdade, importava ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo era que os seus ouvintes dessem ouvidos ao seu convite, se interessassem pela sua própria salvação, e se colocassem com toda confiança no caminho rumo ao Reino dos céus! Estes seriam os frutos desejados por Cristo! Em todo caso, ele sabia que nem todos estavam sinceramente dispostos a lutar bravamente para levar uma vida na santidade e perseverar nela até o fim, para arrebatar a coroa de glória junto de Deus, nos céus. Pois alguns haveriam de desanimar no meio do caminho (Cfr. Lc 8, 12-14). Porém, Jesus acreditava que um bom número de pessoas haveria de produzir abundantes frutos de salvação! Por isso, Jesus concluiu a explicação da parábola, dizendo: “Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes” (Lc 8, 15)!
A seguir, para confirmar estas palavras de Jesus, o profeta Davi deu-nos um belíssimo testemunho de fé e de confiança em Deus, mostrando que ele fazia parte daqueles bem-aventurados que acolheram a Palavra de Deus com um coração generoso e sincero. Por isso, ele disse: “Eu tenho certeza: o Senhor está comigo! Confio em Deus e louvarei sua promessa. Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor, porque da morte arrancastes minha vida, para que eu ande na presença do Senhor, na presença do Senhor na luz da vida” (Sl 55, 10-11; 13-14).
Por fim, caros irmãos, o apóstolo Paulo nos revelou de forma magistral como se daria aquela passagem desta vida terrena para aquela vida gloriosa e celestial, no momento da ressurreição dos mortos. Utilizando-se da parábola da semente, ele disse: “Irmãos, alguém perguntará! Como ressuscitam os mortos? Insensato! O que semeias, não nasce sem antes morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou de alguma outra planta. Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se incorruptível. Semeia-se em ignomínia, e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza, e ressuscita-se em vigor. Semeia-se um corpo animal, e ressuscita-se um corpo espiritual” (1Cor 15, 35-37; 42-44).
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