

Isto diz o Senhor: Eu atendo teus pedidos com favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa; para dizer aos que estão presos: ‘Saí!’ e aos que estão nas trevas: ‘Mostrai-vos’. E todos se alimentam pelas estradas e até nas colinas estéreis se abastecem; não sentem fome nem sede, não os castiga nem o calor nem o sol, porque o seu protetor toma conta deles e os conduz às fontes d’água. Farei de todos os montes uma estrada e os meus caminhos serão nivelados. Eis que estão vindo de longe, uns chegam do Norte e do lado do mar, e outros, da terra de Sinim. Louvai, ó céus, alegra-te, terra; montanhas, fazei ressoar o louvor, porque o Senhor consola o seu povo e se compadece dos pobres. Disse Sião: ‘O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim!’ Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém, não me esquecerei de ti”.
Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai! Eu sou a ressurreição, eu sou a vida; Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.
Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora, em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.
Caríssimos irmãos! A Liturgia da Palavra de hoje nos revela o grande plano de salvação que o Pai previu realizar neste mundo, mediante o seu Filho, o nosso Salvador! “Pois o Senhor é misericórdia e piedade! Ele é amor, é paciência, é compaixão! O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (Sl 144, 8-9).
No Evangelho de são João o Senhor Jesus Cristo nos revelou coisas sublimes e inefáveis! Coisas da vida divina, entre o Pai e o Filho, e sobre o seu relacionamento para conosco. Jesus Cristo, o Filho, disse que ele, em tudo o que fazia, somente o fazia para agradar, imitar e obedecer ao Pai. Ele não se permitia fazer nada que desagradasse o Pai, bem como ele não tomava nenhuma iniciativa por conta própria, a não ser que fosse previamente determinada pelo Pai. Pois, “em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também” (Jo 5, 19).
Jesus Cristo elencou, assim, algumas coisas que ele fazia simplesmente por que ele estava sempre pronto e disposto a agradar e obedecer ao Pai; e ele dizia que tinha o dever, em consciência, de fazer tais coisas, imitando o Pai. E nisto consistia o seu prazer! Dentre várias coisas que ele fazia imitando o Pai, era, por exemplo, o seguinte: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5, 17). Ou seja, Jesus Cristo diz que estava ocupado o tempo todo em trabalhar intensamente na obra da salvação da humanidade, porque o Pai estava, por sua vez, sempre muito empenhado nesta mesma obra! Portanto, a sua satisfação e a sua realização consistia em obedecer, amar, imitar e honrar o Pai em tudo!
O próprio Senhor Jesus já dissera isto, pelo profeta Isaías, que ele estava firmemente empenhado na obra de restauração e de salvação de todos os homens. Pois, assim disse o Senhor: “Eu atendo teus pedidos com favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa; para dizer aos que estão presos: ‘Saí!’ e aos que estão nas trevas: ‘Mostrai-vos’” (Is 49, 8-9). E, a seguir, o profeta deu um impressionante testemunho de que o Senhor era um Deus cheio de misericórdia e bondade, que abraçava a todos com muita ternura, dizendo: “Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura” (Sl 144, 8-9).
Ele mesmo, o nosso Salvador, deu o seu testemunho sobre a sua conduta de vida e a sua disposição de ressuscitar e salvar os mortos, dizendo: “O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou” (Jo 5, 19-23). E Jesus completou estas palavras, despertando em nós uma confiança inabalável no seu poder salvífico, dizendo: “Eu sou a ressurreição, eu sou a vida; Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11, 25a.26).
E, todos aqueles que quiserem se salvar teriam que ouvir e acreditar nas palavras de Jesus, o Filho Salvador! Pois, ele mesmo foi encarregado pelo Pai, desde o princípio, de realizar o Juízo Final, tanto dos vivos quanto dos mortos. Isto ele disse solenemente e abertamente, ao proclamar o seguinte: “Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo” (Jo 5, 24-26).
Além disso, “o Pai deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora, em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 5, 24-30).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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