

Caríssimos, qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus; é o espírito do Anticristo. Ouvistes dizer que o Anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o Anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus, escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.
O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito!
Jesus pregava a Boa-Nova, anunciando o Reino e curando toda espécie de doenças entre o povo.
Naquele tempo, ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos agãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste tempo depois da Epifania do Senhor já não traz mais os temas próprios do tempo natalino. Os temas da Liturgia da Palavra neste período final do tempo da Epifania do Senhor giram em torno do início de sua obra pública de evangelização e da sua manifestação ao povo de Israel.
A epifania do Senhor se deu no meio do povo de Israel e de Judá do seguinte modo, como profetizou Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos agãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz” (Mt 4, 15-16).
Por trinta anos Jesus permanecera oculto em Nazaré da Galiléia. E quando decidiu manifestar-se publicamente, dando início à sua obra de evangelização, Jesus “deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali” (Mt 4, 13-14). Lá em Cafarnaum Jesus estabeleceu a sua morada, deixando ali a sua mãe numa digna morada; e, a partir daquele momento, Jesus tinha nesta sua casa em Cafarnaum um lugar de descanso e de convivência. Como as portas desta casa estavam sempre abertas, ela se tornou um ponto de referência e de encontro com os discípulos e com as pessoas que o procuravam.
Porém, Jesus inaugurou um modo bem peculiar de evangelizar, realizando uma pregação itinerante, indo de cidade em cidade anunciando o seu Evangelho. “Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: ‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo’. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo” (Mt 4, 17; 23). E rapidamente ele tornou-se conhecido em toda a região da Galileia e inclusive nas regiões para além dos confins de Israel, como disse o Evangelista Mateus: “E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão” (Mt 4, 24-25).
A mensagem de Jesus era, na verdade, muito simples, pois, consistia basicamente em “pregar a Boa-Nova de seu Evangelho e anunciava o Reino de Deus, curando toda espécie de doenças entre o povo” (Mt 4, 23). Desta forma, a sua pregação era basicamente um apelo de salvação e de redenção, na qual ele convocava todas as pessoas a buscarem com fé e com coragem o Reino dos céus! Ele dirigia a cada pessoa em particular e a todo o povo a sua Palavra, dizendo-lhes: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 4, 17).
E Jesus ensinava a todos com sabedoria e mansidão, exortando-os a agradarem a Deus e a cumprirem os seus mandamentos, como dizia São João: “Caríssimos, qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele” (1Jo 3, 22-24).
Na verdade, caros irmãos, Jesus tinha plena ciência de sua condição divina e de sua missão universal de redenção e de salvação. Por isso, ao dar início à sua obra de evangelização ele se apresentava ao mundo da seguinte forma: “Pois foi assim que me falou o Senhor Deus: ‘Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória'” (Sl 2, 7-8; 10-11).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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