
“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra. Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá tranquilo; este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça’. Eis que virão dias, diz o Senhor, em que já não se usará jurar ‘Pela vida do Senhor que tirou os filhos de Israel do Egito’ — mas sim: ‘Pela vida do Senhor que tirou e reconduziu os descendentes da casa de Israel desde o país do norte e todos os outros países, para onde os expulsará; eles então irão habitar em sua terra’”.
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre. Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará. Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque só ele realiza maravilhas! Bendito seja o seu nome glorioso! Bendito seja eternamente! Amém, amém!
Ó Guia de Israel, que no monte do Sinai orientastes a Moisés, oh, vinde redimir-nos, com braço estendido!
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos diz que Jesus Cristo, que nos foi enviado da parte de Deus, era o legítimo filho de Davi, aquele descendente de Davi que haveria de ser o herdeiro do seu trono real e que lhe fora prometido sob juramento. E este rei, filho de Davi, haveria de sustentar a sua realeza eternamente, como disse o seu pai Davi: “Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres” (Sl 71, 1-2)!
Jeremias, inspirado pelo Espírito Santo, profetizou a respeito de Jesus, o Messias, dizendo: “Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra. Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá tranquilo; este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça’” (Jr 23, 5-6).
Este Rei e Messias, anunciado outrora por Jeremias, não iria governar o reino temporal de Israel, e nem iria administrar o governo daquela nação. Ele iria governar tão somente aquelas pessoas que se submetessem ao seu poder, levando uma vida na justiça, na sabedoria e na bondade. Ele iria envidar todos os esforços para reconduzir os pecadores ao caminho reto da santidade e da salvação, como disse o profeta: “Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre” (Sl 71, 2; 7). Pois, aquele que iria governar na retidão todos os povos, era, na verdade, o mesmo que deu a Moisés as suas leis, como disse o profeta: “Ó Guia de Israel, que no monte do Sinai orientastes a Moisés, oh, vinde redimir-nos, com braço estendido” (Acl. ao Ev.)!
O próprio Davi, em meio aos seus louvores ao Senhor, profetizou dizendo as seguintes palavras: “Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. Nos seus dias a justiça florirá e paz em abundância, para sempre. Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará” (Sl 71, 1-2; 7; 12-13). Pois este Rei e Messias não haveria de governar os povos da terra mediante o poder das armas e nem pelo poder político, mas pela força espiritual da justiça, da mansidão, da misericórdia e da sabedoria de seu Evangelho!
Finalmente, o Anjo Gabriel, quando apareceu a José, o saudou, chamando-o de filho de Davi. E nesta condição de filho de Davi, José deveria tomar Maria como sua esposa, a fim de que Jesus, o filho da Vigem, fosse reconhecido como filho e legítimo de José e herdeiro do trono de Davi. Por isso, “o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 20-21).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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