

Naquele dia, cantarão este canto em Judá: “Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e antemuro. Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti. Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna. Ele derrubou os que habitam no alto, há de humilhar a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar o chão. Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”.
Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos deste mundo!” Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador! Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade!” Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
Buscai o Senhor, vosso Deus, invocai-o enquanto está perto!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”
Caríssimos irmãos e irmãs. A Liturgia da Palavra nos apresenta uma Nova Jerusalém reconstruída pelo nosso Senhor Jesus Cristo, como a cidade da justiça e da esperança. Esta Jerusalém terrestre que foi reconstruída por Jesus Cristo seria a sua Igreja, na qual ele haveria de congregar os seus discípulos neste mundo. Pois, naqueles últimos dias de Jesus – durante a sua Paixão, Morte e Ressurreição -, Jesus Cristo e os seus discípulos viveram dentro da cidade de Jerusalém. Ali também aconteceu o Pentecostes, quando nasceu a Igreja ao estar reunida no Cenáculo, e congregada em torno de Cristo!
Tendo em mente esta Igreja de Cristo, que nasceu na cidade de Jerusalém, o profeta anunciou as seguintes palavras sobre esta nova Jerusalém – a cidade da esperança e da justiça -, congregada em torno de Jesus Cristo, dizendo: “Naquele dia, cantarão este canto em Judá: “Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e antemuro. Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti. Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna” (Is 26, 1-4).
O Espírito Santo, através do profeta Davi, exortava a todos os moradores da cidade de Sião a se converterem e buscarem o Senhor, depositando nele a sua confiança e a sua esperança de salvação; pois, segundo ele, somente no Senhor Jesus eles encontrariam a justiça, o refúgio e a segurança. Conforme as palavras do profeta: “Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos deste mundo! Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão! Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador” (Sl 117, 7-9; 19-21)!
Jesus Cristo, confirmando as palavras dos profetas, disse que todos os discípulos dele, que estivessem congregados na sua Igreja, precisariam perseverar até o fim, na justiça e na esperança, para poder entrar no Reino dos céus. Precisariam buscá-lo com fé, como dizia o profeta: “Buscai o Senhor, vosso Deus, invocai-o enquanto está perto” (Is 55,6)! Por isso, se a fé e a oração dos discípulos não fossem acompanhadas com uma conduta de vida na justiça e na caridade, não entrariam no Reino dos Céus, como disse o próprio Jesus: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21). Ou seja, estra pessoa até poderia entrar nesta nova Jerusalém terrestre, na sua Igreja, mas, infelizmente, seria excluída da nova Jerusalém Celeste!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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