

Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas.
Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa* e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas,* ao Senhor, o nosso Rei! Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria. Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, em julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.
Irmãos: Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”. Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão.
Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima!
Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo.’ Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim.’ E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste 33º Domingo do Tempo Comum, na medida em que vamos nos aproximando do final do ano litúrgico, ela nos coloca diante dos acontecimentos apocalípticos do fim dos tempos e do Juízo Final. Tanto Jesus Cristo, quanto os profetas antigos e os apóstolos, todos unânimes profetizaram a respeito deste grande dia, que deverá acontecer de modo surpreendente e imprevisível. Este seria um dia de desolação e de angústia para os maus e de salvação e júbilo para os justos e para os fiéis discípulos do Senhor!
Irmãos caríssimos, quase todos os profetas antigos profetizaram a respeito dos acontecimentos apocalípticos que deveriam suceder nos últimos tempos. Todos previam eventos catastróficos que deixariam toda a humanidade apavorada. E todos diziam que naquele dia a mão do Senhor haveria de se abater sobre os maus com toda ira, castigando-os com todo rigor; mas para os justos aquele dia seria um momento de júbilo e de libertação, pois os Senhor e Salvador os haveria de amparar, dando-lhes a salvação! Conforme o testemunho do profeta Malaquias, que disse: “Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas” (Ml 3, 19-20).
Logo a seguir, ouvimos o rei Davi profetizando sobre aquele dia, quando o Senhor, o Justo Juiz, haveria de vir em sua glória, para fazer o grande julgamento de toda a humanidade, tanto dos vivos quanto dos mortos, dizendo: “Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei! Exultem todos na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade” (Sl 97, 5-6; 9).
Jesus Cristo, contudo, falou diversas vezes sobre os últimos tempos do mundo, sobre o apocalipse daqueles últimos dias e sobre a sua vinda para julgar os homens. Certo dia, estando Jesus e seus discípulos em Jerusalém, diante do Templo, o Senhor disse-lhes: “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído” (Lc 21, 6). E logo a seguir, Jesus falou a respeito daqueles últimos dias do mundo, alertando os seus discípulos a não se deixarem levar por pessoas que ficam fazendo falsas previsões e profecias, dizendo: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo.’ Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim.’ Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome.” (Lc 21, 8-9; 12).
E para estimular os brios nos seus discípulos, encorajando-os para a luta contra os inimigos do Senhor e de sua proposta de salvação, Jesus lhes disse: “Pois, esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida” (Lc 21, 13-19)! Por fim, para consolar e acalmar os seus discípulos, Jesus lhes disse: “Naquele dia, quando vires tais coisas acontecerem levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima” (Lc 21, 28)!
São Paulo, por sua vez, chamou a atenção dos cristãos tessalonicenses de que eles não se deixassem levar pelo desânimo e pela indolência, por estar esperando confiante a segunda vinda do Senhor. E os advertia, dizendo que ninguém tomasse isto como pretexto para viver na ociosidade. Por isso, Paulo lhes disse: “Irmãos: Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: ‘Quem não quer trabalhar, também não deve comer’. Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão” (2Ts 3, 10-12).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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