

Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. Diante de ti, Ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar.
Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus! Os vossos mandamentos vós nos destes, para serem fielmente observados. Oxalá seja bem firme a minha vida em cumprir vossa vontade e vossa lei! Sede bom com vosso servo, viverei, e guardarei vossa palavra, ó Senhor. Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei! Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.
Irmãos: Entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu”. A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus.
Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu reino aos pequenos, Pai, revelas.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo. Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno. Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério. Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; em pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje é um verdadeiro hino de louvor aos mandamentos divinos, que nos foram dados como remédio contra todo pecado e como a mais elevada sabedoria de vida que nos foi transmitida por Deus. Assim como a Lei de Moisés estava toda ela embasada no Decálogo, da mesma forma o Evangelho de Cristo estabelece o Decálogo como a base de toda a conduta de vida cristã. Como disse Jesus: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento” (Mt 5, 17).
Tanto Jesus Cristo em seu Evangelho, quanto o Apóstolo Paulo em suas cartas, bem como a Igreja Católica em seus catecismos, todos unânimes ensinaram a mesma doutrina sobre o Decálogo, dizendo que ele é aquele Código das Lei Divinas, dado por Deus ao Povo de Israel, que era chamado pelo nome de: “Os Dez Mandamentos”. Esta Lei dos Mandamentos Divinos não foram abolidos nem por Cristo, nem por nenhum dos Apóstolo e muito menos pela Igreja Católica. Todos declararam a uma só voz de que a Lei do Decálogo deveria ser observada integralmente por todos os cristãos, discípulos de Jesus Cristo.
Jesus Cristo, no Evangelho de Mateus, deixou bem clara qual seria a sua orientação pessoal sobre o Decálogo: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra” (Mt 5, 17-18). Pois, segundo o nosso Senhor Jesus Cristo, não é possível agradar a Deus, sem pautar a sua conduta de vida nos mandamentos divinos do Decálogo. Ele foi por Cristo elevado à sua interpretação mais elevada e perfeita! Visto que, o amor, a justiça e todas as virtudes só se tornariam verdadeiramente virtuosas, justas, amáveis e perfeitas se fossem praticados em conformidade com os Dez Mandamento, que foram dados por Deus a Moisés e promulgados novamente por Cristo, no seu Evangelho. Ali se encontrava a Sabedoria divina na mais alta perfeição! E, sobretudo, o Senhor nosso Jesus Cristo disse claramente que as portas do Reino dos céus somente se abririam aos que permanecessem fiéis a estes mandamentos divinos.
Há, na verdade, uma conexão muito estreita entre os Mandamentos da Lei de Deus e a Sabedoria que vem de Deus; pois esta Sabedoria ensina o caminho da perfeição de vida, da felicidade e da salvação, como disse o Eclesiástico: “A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar” (Eclo 15, 19-21). E o profeta Davi confirmou estas palavras do Eclesiástico, dizendo: “É feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo! Feliz o homem que observa seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus” (Sl 118, 1-2)!
O Apóstolo Paulo, por sua vez, reforçou estas palavras dos antigos profetas, dizendo que a Sabedoria de Deus fora anunciada pela boca de Jesus, quando ele anunciou o seu Evangelho, dizendo: “Entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória” (1cor 2, 5-7).
Conforme a vontade de Cristo, o caminho de retorno ao Paraíso e ao Reino dos Céus deveria passar pelo cumprimento da Lei de Deus. E também era verdade que, se, por acaso, em algum momento, o homem justo e fiel viesse a transgredi-la, deveria se arrepender imediatamente, recorrer ao sacramento da confissão, e voltar a perseverar na prática da Lei de Deus. Tanto Jesus, os Apóstolos e a Igreja sempre ensinaram que, se, por acaso, alguém tivesse a esperança e a pretensão de se salvar, necessariamente precisava manter-se fiel aos Dez Mandamentos. Como disse o próprio Jesus: “Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Porque eu vos digo: Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.” (Mt 5, 18-20).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
WhatsApp us