

Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois por causa dele, foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência. Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.
Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos! Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho. Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.
Naquele tempo, os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje deu-nos um poderoso testemunho de fé, proclamando que o Senhor nosso Deus nos visitou e esteve no meio de nós na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! O próprio Jesus Cristo, bem como o Apóstolo Paulo e o profeta Davi deram o seu testemunho de que Jesus era o Senhor nosso Deus, e que ele veio a este mundo para nos salvar e para nos conduzir ao seu Reino Eterno!
Dentre todos os testemunhos de fé sobre a divindade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nós ouvimos na Liturgia da Palavra de hoje, o depoimento do próprio Jesus Cristo foi o mais discreto e sutil. Normalmente quando Jesus se punha a revelar a sua natureza divina, ele o fazia de forma modesta e velada. Ele tinha o costume de utilizar-se de certos sinais exteriores que denotassem a sua divindade e os seus poderes sobrenaturais, para levar as pessoas a acreditarem na sua condição divina. E ele agia do mesmo modo quando falava de si mesmo, referindo-se à sua condição divina de forma velada e discreta, encobrindo-a com parábolas e comparações. Por isso, Jesus declarava abertamente a respeito de sua condição divina, dizendo: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12). Pois, fazer tais coisas somente um ser divino podia realizá-los!
Contudo, caros irmãos, aqueles que resistiam em acreditar na divindade de Jesus Cristo ficavam escandalizados com as palavras de Jesus e dos seus discípulos. Por isso, quando os fariseus e mestres da Lei questionaram sobre o modo estranho dos discípulos de Jesus de se relacionarem com Deus, eles os acharam pouco piedosos e fervorosos, dizendo: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem” (Lc 5, 33). E a resposta de Jesus foi muito interessante pelo modo discreto e inteligente de revelar a sua condição divina, dizendo: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão” (Lc 5, 34-35).
São Paulo, no início da sua Carta aos Colossenses fez a mais perfeita declaração de fé na divindade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nós encontramos nesta carta de Paulo um verdadeiro resumo das principais expressões da natureza divina de Jesus Cristo. Primeiramente ele declarou que Jesus era o Filho de Deus e o Criador de todas as coisas, junto com Deus Pai, dizendo: “Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois por causa dele, foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência” (Cl 1, 15-17).
A seguir, Paulo apresentou Jesus Cristo como o fundador e o chefe supremo da Igreja, dizendo: “Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja” (Cl 1, 18). E por fim, ele deu-nos o testemunho de fé, que era o fundamento do seu Evangelho, dizendo que naquele homem Jesus Cristo habitava o Senhor nosso Deus, o nosso Redentor e o nosso Salvador. Por isso, São Paulo dizia: “Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz” (Cl 1, 18-20).
Por último, a Liturgia da Palavra nos apresentou o testemunho de fé do profeta Davi; no qual ele declarou que Jesus Cristo era o Senhor bondoso e misericordioso, o Criador de todas as coisas, e o Salvador; e que ele queria ter-nos junto a si, na eterna glória, dizendo: “Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos! Sabei que o Senhor, só ele, é Deus. Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho. Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente” (Sl 99, 2-5)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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