

Assim diz o Senhor: Eu que conheço suas obras e seus pensamentos, virei para reunir todos os povos e línguas; eles virão e verão minha glória. Porei no meio deles um sinal, e enviarei, dentre os que foram salvos, mensageiros para os povos de Társis, Fut, Lud, Mosoc, Ros, Tubal e Javã, para as terras distantes, e, para aquelas que ainda não ouviram falar em mim e não viram minha glória. Esses enviados anunciarão às nações minha glória, e reconduzirão, de toda parte, até meu santo monte em Jerusalém, como oferenda ao Senhor, irmãos vossos, a cavalo, em carros e liteiras, montados em mulas e dromedários, – diz o Senhor – e como os filhos de Israel, levarão sua oferenda em vasos purificados para a casa do Senhor. Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas, diz o Senhor.
Proclamai o Evangelho a toda criatura! Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o! Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!
Irmãos: Já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não te desanimes quando ele te repreende; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige? No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados. Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado.
Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém chega ao Pai senão por mim.
Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois.’ Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste Domingo nos diz que o próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, veio pessoalmente a este mundo para anunciar-nos a sua mensagem de salvação, e caminhar a nossa frente para nos conduzir no caminho de salvação, rumo à Jerusalém Celeste! Contudo, mesmo ele sendo o Salvador, muitos não aceitarão a sua proposta de salvação. Por isso, muitos haveriam de preferir o caminho da condenação e somente alguns poucos haveriam de perseverar no caminho de salvação!
O Evangelista Lucas apresentou-nos na passagem do seu Evangelho as seguintes palavras: “Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém” (Lc 13, 22). Com estas palavras o Evangelista quis dar uma dupla mensagem sobre Jesus. A primeira seria de cunho histórico, dizendo que Jesus estava fazendo a sua última viagem a Jerusalém, e, por isso, ele anunciava a sua mensagem de salvação às pessoas que encontrava ao longo do caminho; pois, Jesus estava indo a Jerusalém para realizar ali o grande sacrifício de sua paixão, morte e ressurreição; para realizar ali os mistérios de redenção e de salvação. Contudo, além disto, poderíamos inferir um sentido espiritual nesta passagem do Evangelho, entendendo que Jesus estava fisicamente indo à cidade de Jerusalém, porém, num sentido espiritual, ele estaria se encaminhando à Jerusalém Celeste, ao Reino dos Céus! Pois, este era o fim último de sua jornada em direção a Jerusalém! Por isso, Jesus ia ensinando e estimulando as pessoas que encontrava pelo caminho a se interessarem pela sua proposta de salvação, exortando-as a buscarem com todo empenho aquela Jerusalém Celeste, dizendo-lhes: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém chega ao Pai senão por mim” (Jo 14, 6).
Para corroborar estas palavras de Cristo, o Apóstolo Paulo exortava os cristãos hebreus a deixarem-se amoldar conforme a educação e as correções do Senhor, para se tornarem dignos filhos de Deus e se tornarem aptos a entrar no Reino de Deus, dizendo: “Irmãos: Já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: ‘Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não te desanimes quando ele te repreende; pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho’. É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata” (Hb 12, 5-7).
Deste modo, caros irmãos, em todos os lugares onde Jesus passava, as pessoas se mostravam curiosas em querer saber mais detalhes sobre esta salvação que Jesus estava apregoando. Por isso, “alguém lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Jesus respondeu: ‘Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão'” (Lc 13, 23-24). Deste modo, Jesus lhe deu uma dupla resposta, dizendo que “muitos tentarão entrar e não conseguirão”, porque esta salvação exigia um empenho sincero para se alcançar tal objetivo, sem desanimar a meio caminho (Cfr. Lc 13, 24). E, ao mesmo tempo, Jesus dizia que as pessoas que quisessem se salvar teriam que levar uma vida em conformidade aos seus preceitos; por isso Jesus disse: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita” (Lc 13, 24).
E, assim, para que as pessoas percebessem a gravidade deste assunto e sentissem a necessidade de se aplicarem com todo empenho para alcançar esta salvação eterna, no Reino dos Céus, Jesus disse o seguinte: “Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois.’ Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora” (Lc 13, 25-28). Por isso, muitos haveriam de preferir o caminho da condenação e somente alguns poucos haveriam de perseverar no caminho de salvação!
Por fim, Jesus disse aos judeus que o ouviam, que esta salvação apregoada por ele era de caráter universal, sendo oferecida a todos os homens de todas as nações do mundo inteiro e de todos os tempos, dizendo: “Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos” (Lc 13, 29-30) . E para confirmar estas palavras de Cristo, o profeta Isaías profetizara a respeito desta salvação universal que Cristo haveria de oferecer, através de seus mensageiros e apóstolos, dizendo: “Assim diz o Senhor: ‘Eu que conheço suas obras e seus pensamentos, virei para reunir todos os povos e línguas; eles virão e verão minha glória. Porei no meio deles um sinal, e enviarei, dentre os que foram salvos, mensageiros para todos povos das terras distantes, e, para aquelas que ainda não ouviram falar em mim e não viram minha glória. Esses enviados anunciarão às nações minha glória, e reconduzirão, de toda parte, até meu santo monte em Jerusalém'” (Is 66, 18-20).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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