

Naqueles dias, Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. Então Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu vos introduzi na terra dos amorreus que abitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. Levantou-se então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Eu, porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca, e vos livrei de suas mãos. A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade — os amorreus, os fereseus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os heveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. Enviei à vossa frente vespões que os expulsaram da vossa presença — os dois reis dos amorreus — e isso não com a tua espada nem com o teu arco. Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos”.
Demos graças ao Senhor dos senhores: Porque eterno é seu amor! Ele guiou pelo deserto o seu povo: Porque eterno é seu amor! E feriu por causa dele grandes reis: Porque eterno é seu amor! Reis poderosos fez morrer por causa dele: Porque eterno é seu amor! Repartiu a terra deles como herança: Porque eterno é seu amor! Como herança a Israel, seu servidor: Porque eterno é seu amor!
Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade!
Naquele tempo, alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher — a não ser em caso de união ilegítima — e se casar com outra, comete adultério”. Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra de hoje nos revela que Deus teve uma relação esponsal de fidelidade com o povo de Israel, fazendo uma aliança com ele. E como sinal desta aliança foi-lhes dada a Terra Prometida, que Deus prometera aos seus pais com um juramento de fidelidade. Jesus Cristo, no Evangelho, ensinou que a aliança do matrimônio cristão, entre o homem e a mulher, deveria ser guardada na fidelidade e na indissolubilidade, à semelhança da aliança que Deus estabeleceu com o povo de Israel.
Josué, depois de ter conquistado os diversos reinos cananeus daquela região, estabeleceu o Povo de Israel estavelmente na terra que Deus havia prometido aos seus pais. Convocou, logo a seguir, os chefes e os grandes de cada tribo, recordando-lhes tudo o que Deus fizera em favor do povo, dizendo-lhes: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu vos introduzi na terra dos amorreus que abitavam do outro lado do rio Jordão. A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade — os amorreus, os fereseus, os cananeus, os hititas, os geraseus, os heveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos“(Js 24, 10-13).
Ou seja, o povo de Israel recebeu a Terra Prometida, onde corria leite e mel, de forma inteiramente gratuita da mão de Deus! Portanto, cabia-lhe, agora, ser fiel e grato a Deus por tudo o que ele fizera em seu favor; elevando, então, este canto de Louvor, dizendo: “Demos graças ao Senhor dos senhores: Porque eterno é seu amor! Ele guiou pelo deserto o seu povo: Porque eterno é seu amor! E feriu por causa dele grandes reis: Porque eterno é seu amor! Reis poderosos fez morrer por causa dele: Porque eterno é seu amor! Repartiu a terra deles como herança: Porque eterno é seu amor! Como herança a Israel, seu servidor: Porque eterno é seu amor” (Sl 135, 15-22)! Pois, o Senhor Deus amou, protegeu e amparou o seu Povo Eleito como um esposo ampara, protege e ama a sua esposa.
No Evangelho que nós ouvimos, Jesus Cristo, ao ser abordado pelo fariseu que lhe perguntava sobre a questão do divórcio, aproveitou-se desta oportunidade para ensinar aos seus discípulos toda a sua doutrina sobre o matrimônio, e sobre a vida conjugal das pessoas casadas. Na verdade, naquele momento, Jesus Cristo instituiu o Sacramento do Matrimônio da nova Aliança, segundo as normas do seu Evangelho. Assim, ao instituir o matrimônio cristão, Jesus recordou aos seus discípulos quais eram as disposições divinas a respeito desta questão, lá na origem da criação, quando Deus havia criado o homem e a mulher. Por isso, este matrimônio da nova Lei, segundo a sua vontade, deveria ser conforme a vontade de Deus que foi expressa no momento da criação do homem e da mulher. Por isso, Jesus disse: “Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne'” (Mt 19, 4-5)?
Tendo dito isto, imediatamente Jesus tirou as conclusões lógicas desta determinação divina; decretando, assim, as disposições divinas a respeito desta aliança matrimonial entre marido e mulher, com as seguintes palavras: “De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19, 6). Por conseguinte, esta união matrimonial não se realizaria apenas por disposições humanas, mas, sobretudo, por vontade divina. Por isso, este casamento que foi selado pela graça divina teria a marca da fidelidade e da indissolubilidade, repudiando qualquer tipo de divórcio e de adultério. Esta, portanto, seria a doutrina de Cristo a respeito do Sacramento do Matrimônio na nova Aliança, como ele mesmo disse: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher — a não ser em caso de união ilegítima — e se casar com outra, comete adultério” (Mt 19, 8-9).
Assim, caros irmãos, todos nós, discípulos do Senhor Jesus, acolhamos as palavras de Jesus sobre o Sacramento do Matrimônio, não como palavras humanas, mas, como palavra de Deus; como disse São Paulo: “Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade” (1Ts 2, 13)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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