

Irmãos, por meio de Jesus, ofereçamos a Deus um perene sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome. Não vos esqueçais das boas ações e da comunhão, pois estes são os sacrifícios que agradam a Deus. Obedecei aos vossos líderes e segui suas orientações, porque eles cuidam de vós como quem há de prestar contas. Que possam fazê-lo com alegria, e não com queixas, que não seriam coisa boa para vós. O Deus da paz, que fez subir dentre os mortos aquele que se tornou, pelo sangue de uma aliança eterna, o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, vos torne aptos a todo bem, para fazerdes a sua vontade; que ele realize em nós o que lhe é agradável, por Jesus Cristo, ao qual seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém!
O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.
Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos deu um belo testemunho do modo como Deus cuida do seu Povo. Ele governa o seu Povo assim como o pastor apascenta as suas ovelhas e lhes dá o alimento de sua Sabedoria e da sua Palavra. Estabelecendo, assim, uma relação muito estreita entre Jesus e seus discípulos, entre o pastor e as suas ovelhas; ao ponto de Jesus dizer que “as minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27).
Jesus Cristo, tendo instruído os seus apóstolos na sua sabedoria evangélica, os enviou a todas as regiões da Galileia para anunciar-lhes a Boa-Nova do Reino de Deus. Ao voltarem desta viagem missionária, “os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado” (Mc 6, 30).
A partir daquele instante, Jesus e os apóstolos não precisavam mais se deslocar para outros lugares para encontrar as pessoas porque elas mesmas começaram a se aglomerar em torno de Jesus Cristo, em qualquer lugar onde ele estivesse, “pois as pessoas saíam de todas as cidades, corriam a pé, e chegavam lá onde eles estavam, antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6, 33-34). Assim sendo, Jesus como o Bom Pastor, cuidava e governava as suas ovelhas, dando-lhes o alimento de sua Palavra de salvação.
Depois de ter distribuído em abundância o alimento de sua Palavra às suas ovelhas, Jesus Cristo, o Bom Pastor, convocou os seus auxiliares, os apóstolos, e os levou a um lugar à parte. Ele precisava dar a estes seus colaboradores um momento de descanso, afim de fornecer-lhes um alimento mais reforçado, revelando-lhes os mistérios do Reino dos Céus. Por isso, Jesus lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado” (Mc 6, 31-32). Ali, naquele deserto Jesus tinha a tranquilidade de falar a sós com os seus apóstolos, para lhes revelar os mistérios mais sublimes do Reino de Deus, falando-lhes a respeito da esperança que estava reservada aos que seguissem os seus ensinamentos.
Os apóstolos, então, ali naquele local retirado, todos juntos sentados na relva, em torno de Jesus, podiam cantar aquele belíssimo salmo de Davi, em louvor ao Senhor Jesus, o Bom Pastor, dizendo-lhe: “O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos” (Sl 22, 1-6).
Mais tarde, ao saírem pelo mundo afora pregando o Evangelho, os apóstolos ensinavam aos cristãos de suas comunidades para que todos reconhecessem com fé a presença de Jesus Cristo em seu meio, como o divino Bom Pastor, e que fossem agradecidos aos seus líderes e pastores que lhes comunicaram tão grande dádiva, dizendo-lhes: “Obedecei aos vossos líderes e segui suas orientações, porque eles cuidam de vós como quem há de prestar contas. Que possam fazê-lo com alegria, e não com queixas, que não seriam coisa boa para vós. O Deus da paz, que fez subir dentre os mortos aquele que se tornou, pelo sangue de uma aliança eterna, o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, vos torne aptos a todo bem, para fazerdes a sua vontade; que ele realize em nós o que lhe é agradável, por Jesus Cristo, ao qual seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém” (Hb 13, 17-; 20-21)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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