

Naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças. Além disso, uma multidão numerosa subiu com eles, assim como rebanhos consideráveis de ovelhas e bois. Com a massa trazida do Egito fizeram pães ázimos, já que a massa não pudera fermentar, pois foram expulsos do Egito, e não tinham podido esperar, nem preparar provisões para si. A permanência dos filhos de Israel no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. No mesmo dia em que se concluíam os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito: essa noite em honra do Senhor deve ser observada por todos os filhos de Israel em todas as suas gerações.
Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: Porque eterno é seu amor! De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: Porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: Porque eterno é seu amor! Ele feriu os primogênitos do Egito Porque eterno é seu amor! E tirou do meio deles Israel: Porque eterno é seu amor! Com mão forte e com braço estendido: Porque eterno é seu amor! Ele cortou o Mar Vermelho em duas partes: Porque eterno é o seu amor! Fez passar no meio dele Israel: Porque eterno é o seu amor! E afogou o Faraó com suas tropas: Porque terno é seu amor!
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.
Naquele tempo,os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. ão quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra que havia uma enorme semelhança entre a Páscoa da Libertação do povo de Israel e a Páscoa da Redenção de nosso Senhor Jesus Cristo. Ou seja, vimos que o povo de Israel, às vésperas de sua Páscoa da Libertação, fizera todos os preparativos para sair da escravidão do Egito e ir ao encontro da Terra Prometida. Jesus Cristo, por sua vez, às vésperas de sua Páscoa da Redenção, tomou conhecimento de que fora decretada a sua morte, na qual ele seria sacrificado em favor da redenção dos pecadores. E assim, passando pela morte, Jesus Cristo poderia ressuscitar para a vida eterna, salvando a todos aqueles que participassem desta sua Páscoa da Redenção e de Salvação.
Assim sendo, caros irmãos, nós vimos nas Leituras do Livro do Êxodo e do Salmo que a Páscoa de Javé com o Povo de Israel já estava em curso. Depois do extermínio dos primogênitos dos egípcios, o Faraó deu ordens a Moisés para que fossem retirados todos os hebreus das terras do Egito. Com estes acontecimentos a libertação estava próxima, fazendo com que todo o povo hebreu se colocasse em marcha, pronto para fazer a jornada de libertação, com ordem, com coragem e com toda determinação. “Por isso, naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar as crianças. No mesmo dia em que se concluíam os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. Aquela foi uma noite de vigília para o Senhor, quando os fez sair da terra do Egito: essa noite em honra do Senhor deve ser observada por todos os filhos de Israel em todas as suas gerações” (Êx 12, 37; 41-42).
Tempos depois, o profeta Davi, recordando estes dias memoráveis, cantava louvando ao Senhor, dizendo: “Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: Porque eterno é seu amor! De nós, seu povo, humilhado, recordou-se: Porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: Porque eterno é seu amor! Ele feriu os primogênitos do Egito Porque eterno é seu amor! E tirou do meio deles Israel: Porque eterno é seu amor! Com mão forte e com braço estendido: Porque eterno é seu amor” (Sl 135, 23-24; 10-12)!
Mais tarde, conforme o Evangelho que acabamos de ouvir, nós encontramos Jesus Cristo às vésperas de sofrer a sua Páscoa da Redenção dos nossos pecados. Pois, Jesus Cristo devia ser o redentor e o libertador de toda a humanidade da escravidão do pecado; dando, assim, a salvação eterna a todos aqueles que se deixassem redimir e purificar de seus pecados. Visto que, conforme os desígnios divinos, Jesus deveria redimir, justificar e salvar todos os homens, reconciliando-os com Deus, mediante a sua paixão, morte e ressurreição; conforme as palavras de Paulo, que disse: “Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade”(2Cor 5, 19).
Assim, às vésperas de sua Páscoa, Jesus recebeu de seus inimigos a ameaça de morte. Para não dar nenhum pretexto a eles e nenhum sinal de provocação, Jesus discretamente se retirou e continuou exercendo o seu ministério entre as pessoas que o recebiam de bom coração. “Pois, naquele tempo, os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era” (Mt 12, 14-16).
Esta sua atitude de mansidão e de prudente cautela diante das ameaças de morte, revelavam a grandeza de espírito de Jesus e sua nobreza de caráter como Messias e servo de Deus; assim como disse o profeta Isaías: “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. Em seu nome as nações depositarão a sua esperança” (Mt 12, 18-21).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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