

Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; talvez achareis um refúgio no dia da cólera do Senhor. E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.
O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. O Senhor abre os olhos aos cegos o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo É o Senhor quem protege o estrangeiro. Ele ampara a viúva e o órfão mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!
Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que ninguém possa gloriar-se diante dele. É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.
Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois bem grande é a recompensa que nos céus tereis um dia!
Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Senhor! A liturgia da Palavra deste 4º Domingo do Tempo Comum nos diz que o nosso Deus é um Deus dos humildes e dos pobres! Diz também, que ele tem um olhar de predileção sobre aqueles que vivem na simplicidade, na mansidão, na santidade da justiça e na piedade, praticando diligentemente os seus mandamentos! Todos estes serão contemplados pelo Senhor com uma feliz esperança, pois o Salvador Jesus Cristo há de recompensá-los com uma vida feliz e Bem-aventurada nos céus!
Pois, tudo parece que desde os tempos antigos o Senhor enviou profetas aos humildes e pobres desterrados neste mundo, que viviam longe da pátria celeste numa vida de pobreza e de humilhações. Viviam rodeados de todo tipo de de tribulações e sofrimentos! E agora, finalmente, o Senhor viu a sua desolação e os chamou a retornarem para a sua casa e para a sua pátria, onde seriam tratados com todo amor e cuidado. Esta terra de exílio seria, na verdade, este mundo e a pátria seria nas moradas eternas, junto de Deus. Era mais ou menos isto que Sofonias andava anunciando em sua profecia, quando dizia: “Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; talvez achareis um refúgio no dia da cólera do Senhor. E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel. Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará” (Sf 2, 3;3,12-13).
E o rei Davi, seguindo as mesmas palavras de Sofonias, anunciava um discurso cheio de esperança para aqueles que com toda dignidade e justiça viviam sob todo tipo de opressão e de sofrimentos. Convidava-os a depositarem no Senhor a sua confiança. E aos que tinham já perdido toda esperança de terem uma vida digna neste mundo, o profeta fez-lhes a seguinte proposta, dizendo-lhes: “O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. O Senhor abre os olhos aos cegos o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro. Ele ampara a viúva e o órfão mas confunde os caminhos dos maus. O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos” (Sl 145, 7-10)!
O Senhor nosso Jesus Cristo, o nosso bom Salvador, iniciou o seu Evangelho de salvação proclamando as bem-aventuranças do Reino dos céus, a todos aqueles que viviam desesperançados e oprimidos neste mundo. Por isso, as promessas de bem-aventuranças no Reino de Deus foram oferecidas aos pobres, aos humildes, aos justos e piedosos que eram perseguidos e maltratados neste mundo, por causa de sua fé no Senhor, e por causa da justiça. A todos estes Jesus tinha uma palavra de alento e de esperança, dizendo-lhes: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5, 3; 10).
Nesta pregação das bem-aventuranças, Jesus apresentou-nos as nove Bem-Aventuranças que ele prometia aos seus discípulos, como prêmio a ser desfrutado eternamente no Reino dos céus. Em poucas palavras ele, ali, naquelas Bem-Aventuranças, resumia todo o seu Evangelho. Revelou-nos dizendo que: Bem-aventurados seria todos aqueles que aqui neste mundo fossem: pobres em espírito, aflitos, mansos, que tinham fome e sede de justiça, que eram misericordiosos, puros de coração e que promovem a paz; e os que eram perseguidos por causa da justiça e por causa de do Senhor Jesus e de seu Evangelho! Porque, segundo o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a todos este homens foi-lhes prometido como prêmio, a bem-aventurança no Reino dos Céus” (Cfr. Mt 5, 1-12).
Com isto, nestas poucas palavras, Jesus Cristo resumiu o seu Evangelho da Esperança, anunciando-nos os meios mais adequados para se alcançar a bem-aventurança e a salvação eterna, no Reino dos céus! E Jesus concluiu o sermão das Bem-Aventuranças com a seguinte promessa: “Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois bem grande é a recompensa que nos céus tereis um dia” (Mt 5, 12)!
Mais tarde, São Paulo deu um belíssimo testemunho sobre a humildade, a simplicidade e o espírito de pobreza dos primeiros cristãos, dizendo: “Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte” (1Cor 1, 26-27).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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