

Paulo e seus companheiros chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”. Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e disse: “Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’”.
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus. Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força. Não será surpreendido pela força do inimigo, nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo. Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam. Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’”
Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado.
Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo, o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isso e o puserdes em prática, sereis felizes. Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. Desde agora vos digo isso, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou. Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Cristo Ressuscitado! No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus Cristo deu aos seus discípulos as últimas recomendações, antes de sofrer a Paixão. Ele os enviou como missionários bem formados no seu Evangelho, dizendo-lhes que deveriam anunciar o Evangelho da Salvação com palavras e com o testemunho de suas vida. Deveriam, portanto, anunciar com fidelidade a doutrina do Divino Mestre e testemunhar uma conduta de vida simples e humilde, imitando-o em tudo!
Por isso, na hora de enviar os seus apóstolos em missão, ele lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo, o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isso e o puserdes em prática, sereis felizes” (Jo 13, 16-17). E então, Jesus acrescentou dizendo que todos aqueles que acolhessem os seus apóstolos missionários, estariam acolhendo o próprio Jesus, dizendo: “Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou’” (Jo 13, 2).
No Livro dos Atos do Apóstolos, nós vimos os missionários apostólicos, Paulo e seus companheiros, na condição de servos do Senhor e mensageiros do Evangelho de Cristo, saírem em sua primeira viagem missionária entre os gentios, seguindo rigorosamente as recomendações de Jesus. Ao chegarem na cidade grega e pagã de Antioquia da Pisidia, no dia de sábado, dirigiram-se, por primeiro, aos judeus da diáspora, que estavam reunidos na sinagoga. Uma vez sendo convidado pelo chefe da sinagoga a falar, Paulo lhes anunciou o Evangelho, começando a lembrar-lhes todas as obras que Deus realizara com o Povo de Israel em tempos antigos.
A seguir, Paulo apresentou-lhes dois personagem que eram respeitados por todos, e que os judeus veneravam como homens de Deus e profetas: Davi e João Batista. Ambos, cada um ao seu modo, profetizaram sobre Jesus Cristo, o Salvador, dizendo: “Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias” (At 13, 22-25).
E por fim, tomando os salmos, os apóstolos testemunhavam a respeito de Jesus como aquele que era o verdadeiro filho de Davi, o Messias e Salvador que devia vir a este mundo, dizendo: “Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação’” (Sl 88, 25-27)! Pois, Jesus Cristo era aquele descendente prometido a Davi, que haveria de reinar eternamente em Israel, sobre todas as nações, como Messias e Salvador. Visto que, como dizia São João: “Jesus Cristo, a fiel testemunha, era o primogênito dos mortos; pois, ele nos amou e dos nossos pecados nos lavou em seu sangue derramado” (Ap 1, 5).
Os Apóstolos sempre procuraram – com toda delicadeza e sabedoria, inspirados pelo Espírito Santo – demonstrar aos judeus da diáspora que o Evangelho de Jesus Cristo estava em perfeita sintonia e em comunhão de fé com a religião judaica. Assim como Jesus sempre procedera na pregação do seu Evangelho aos judeus da Judeia e da Galileia, também os apóstolos missionários procediam com os judeus da diáspora.
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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