

Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?” O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria.
1Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira. Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés. Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor!
Eu sou o pão vivo descido do céu, quem comer deste pão viverá para sempre!
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavra continua anunciando a nós o Evangelho de Salvação, no qual Deus nos exorta a acreditarmos em Jesus Cristo e a convertermos os nossos corações para ele! Por isso, assim como o eunuco, o etíope, um alto funcionário administrador dos tesouros da rainha da Etiópia, foi inspirado pelo Espírito Santo a conhecer Jesus Cristo enquanto lia o livro do profeta Isaías, nós também somos exortados pelo próprio Jesus Cristo a entregar-nos a ele com fé e confiança, como ele nos disse em seu Evangelho: “Eu sou o pão vivo descido do céu, quem comer deste pão viverá para sempre” (Jo 6, 51)!
Jesus Cristo, neste Evangelho que acabamos de ouvir, continuou tentando convencer os judeus, que se mostravam extremamente relutantes, em aceitar a sua doutrina e dar-lhe o obséquio de fé. Ele deixou bem claro em seu discurso que, se alguém não quisesse porventura acreditar nele e no seu Evangelho, seria, com certeza, respeitado por Deus. Entretanto, todos aqueles que fossem chamados a crer em Jesus Cristo, mas obstinadamente o rejeitassem, seriam devidamente responsabilizados de seus atos; pois seriam, por decisão divina, excluídos da vida eterna e da salvação! Por isso, Jesus disse a toda aquela multidão de judeus, recordando-lhes que os pais deles lá no deserto morreram, apesar de terem visto todos aqueles prodígios, por causa de sua incredulidade e malícia, dizendo-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram” (Jo 6, 47; 49)!.
Depois deste discurso de Jesus, que era a suma sabedoria divina do Pai, nenhum Judeu poderia acusá-lo de que tivesse sido abandonado à sua própria sorte, sem ter sido devidamente advertido por Deus. Depois desta magnifica catequese – tão simples de compreender, tão profunda em revelações divinas e tão repleta de sabedoria evangélica – nenhum judeu poderia reclamar contra Deus, dizendo-lhe que não conseguira acreditar em Cristo, porque ignorava suas palavras, ou que Deus lhe tivesse negado o auxilio da graça divina. Muito ao contrário, todo judeu, no tempo de Jesus, devia elevar a Deus preces de louvor e gratidão, dizendo: “Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira. É ele quem dá vida à nossa vida, e não permite que vacilem nossos pés” (Sl 65, 1; 9).
Jesus anunciou o seu evangelho aos judeus, quase implorando a sua conversão e o seu ato de fé, dizendo: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6, 44-51).
No livro dos Atos do Apóstolos, vimos algo totalmente diferente daquela atitude dos judeus, em relação a Cristo e ao seu Evangelho. Vimos, nesta passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos, uma das primeiras vezes que Jesus Cristo foi anunciado a um pagão. Foi impressionante a atitude de humildade e de fé daquele etíope pagão, que era um alto funcionário administrador dos tesouros da rainha da Etiópia. Enquanto ele lia o livro de Isaías, ele pediu que o Diácono Filipe lhe explicasse o significado daquelas palavras. Bastou uma brevíssima instrução do diácono Filipe para que a graça do Espírito Santo agisse plenamente no coração do eunuco, que acolheu com docilidade e fé a Palavra. Acolhendo com fé as palavras de Felipe, o Eunuco se converteu e acreditou em Jesus Cristo, pedindo o batismo.
Portanto, caros irmãos, se os judeus frequentemente tenham se mostrado resistentes e duros de coração, o etíope pagão, por sua vez, mostrou-se solícito e disponível à graça divina, pronto a se converter e a acreditar em Jesus Cristo e no seu Evangelho. A conversão deste primeiro pagão aconteceu depois de ler as profecias de Isaías e receber a interpretação evangélica de Felipe. “Então o eunuco disse a Filipe: ‘Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?’ O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria Este homem, deixando-se conduzir pela graça divina e iluminado pela Palavra de Deus, converteu-se imediatamente, acreditou em Jesus Cristo, e fez-se discípulo de Cristo, batizando-se” (At 8, 37-39).
Uma vez convertido e batizado, o jovem cristão etíope prosseguiu o seu caminho, louvando e bendizendo ao Senhor, dizendo: “Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira. Nações, glorificai ao nosso Deus, anunciai em alta voz o seu louvor! É ele quem dá vida à nossa vida. Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor” (Sl 65, 8-9; 20)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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