

Caríssimos, quanto a nós, amemos Deus porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor! Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia. Seja bendito o seu nome para sempre! E que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.
Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito:”O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste tempo do Natal, depois da Epifania do Senhor, nos apresenta Jesus Cristo realizando a sua atividade pública de evangelização em Nazaré da Galileia. Jesus voltava, assim, pela primeira vez à Nazaré, cidade na qual havia se criado e na qual havia morado muitos anos. Agora, depois de ter feito um primeiro giro missionário em toda a Galileia, Jesus voltava à Nazaré investido de seus poderes messiânicos, “com a força do Espírito” (Lc 4, 14).
A Liturgia da Palavra deste tempo natalino de Epifania do Senhor, nos apresenta o momento em que Jesus retornou a Nazaré, sua cidade onde havia se criado e na qual habitavam pessoas muito conhecidas de Jesus, que eram os seus familiares, amigos e vizinhos, com os quais ele havia convivido por mais de vinte anos. Pois, todos estes nunca tinham percebido nele nada de extraordinário, e nem ele havia realizado qualquer prodígio anteriormente.. Por isso, depois de ter sido batizado no Jordão por João Batista e ter realizado um primeiro giro missionário por toda a Galileia, Jesus retornava a Nazaré, no poder e na força do Espírito Santo. Assim sendo, como disse o Evangelista Lucas: “Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura” Lc 4, 14-16).
Tendo diante de si todos os moradores de Nazaré, que estavam ali reunidos na sinagoga, “deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” ( Lc 4, 18-21). E assim, Jesus se declarava a todos, manifestando a sua identidade e a sua missão, dizendo: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho” (Lc 4, 18).
Todos os moradores de Nazaré, até então, estavam acostumado de ver Jesus apenas nos seus contornos humanos, como uma pessoa comum, que se comportava com uma conduta exemplar, humilde e simples; como um judeu zeloso e praticante das tradições judaicas. Nada mais! Agora, depois do Batismo, Jesus havia se transformado no Messias prometido por Deus pelos profetas, com sua pregação arrebatadora e com seus prodígios e milagres. Jesus, a partir daquele momento, era uma pessoa transformada e diferente, adquirindo fama de ser um profeta poderoso e um homem de Deus que realizava grandes prodígios. Ele assumia publicamente a sua condição divina e messiânica, como Filho de Deus, agindo no poder do Espírito Santo; assumindo, assim, a condição de filho de Davi, como Messias e rei de Israel. Como disse o profeta: “Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor! Há de livrá-los da violência e opressão, pois vale muito o sangue deles a seus olhos! Hão de rezar também por ele sem cessar, bendizê-lo e honrá-lo cada dia. Seja bendito o seu nome para sempre” (Sl 71, 1-2; 11; 14-17)!
E para concluir, Jesus exortava a todos os seus irmãos habitantes de Nazaré e aos seus discípulos a praticarmos o amor ao próximo, como expressão mais elevada do amor a Deus. E sobretudo, este amor deveria se manifestar por meio da fé e da confiança em Jesus Cristo, como Messias e Salvador, conforme as palavras de João, que dizia: “Caríssimos, quanto a nós, amemos a Deus porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas entretanto odeia o seu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é o mandamento que dele recebemos: aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão. Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu” (1Jo 4, 19-21; 5, 1).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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