

CarÃssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vÃtima de reparação pelos nossos pecados.
Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará. Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domÃnio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
O EspÃrito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.
Naquele tempo, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. Quando estava ficando tarde, os discÃpulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. Mas, Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discÃpulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discÃpulos, para que os distribuÃssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra deste tempo do Natal, depois da Epifania, nos apresenta Jesus Cristo iniciando a sua obra de evangelização, manifestando-se a si mesmo à s multidões e ensinando-lhes a sua doutrina. A pregação de Jesus e os sinais que ele realizava deixavam a todos maravilhados, atraindo multidões atrás de si. Conforme o testemunho de Jesus, que disse: “O EspÃrito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho” (Lc 4, 18).
O Evangelista Marco nos disse que, naqueles dias, Jesus Cristo conseguiu arrebanhar uma numerosa multidão, de mais de cinco mil pessoas, durante a sua primeira viagem missionária na região da Galileia. Todas estas pessoas tinham vindo até ele de muitas cidades e vilas daquela região, atraÃdos por sua fama e por sua pregação. Estiveram lá reunidos em torno de Jesus, num lugar deserto e descampado, durante um dia inteiro. E, conforme as palavras de Marcos, “Jesus começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6, 34).
Dentre as coisas que Jesus ensinou naquele dia, foi aquela doutrina sobre a pessoa de Jesus Cristo como o rei e o pastor de Israel, pois, “Jesus, vendo aquela numerosa multidão, teve compaixão dela, porque eram como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34). Deste modo, com estas palavras, Marcos nos revelou algo que se passava no coração humano e divino de Jesus. Pois Jesus demonstrava que tinha plena consciência de sua condição de rei e de messias daquele povo. Ele tinha recebido do Pai esta dignidade régia de governar aquele povo e de apascentar aquelas ovelhas como um bom pastor.
Por isso, de forma discreta e velada, Jesus revelava à quela multidão de judeus que ele era o verdadeiro Messias, o Rei e o Pastor daquele povo, como o profeta dissera a respeito de Jesus: “Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres. Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará. Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domÃnio, e desde o rio até os confins de toda a terra!” (Sl 71, 1-4; 7-8).
Jesus também, naquela mesma ocasião, ensinou as multidões sobre a sua missão salvÃfica e redentora. Anuncio-lhes sobre o amor de Deus que se haveria de se manifestar aos homens com sua vinda a este mundo. Jesus pregava à s multidões aquelas mesmas verdades que mais tarde o Apóstolo João iria deixar registrado em sua carta, dizendo: “CarÃssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vÃtima de reparação pelos nossos pecados” (1Jo 4, 7-10).
Por fim, no final daquele dia, depois de uma intensa evangelização, Jesus terminou aquele dia de pregações com chave de ouro, realizando o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Este milagre serviria como testemunho de sua condição divina, comprovando, assim, que as suas palavras e a sua doutrina eram de origem divina, e que eram verdadeiramente Palavras de Deus. “Então, naquele momento, Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discÃpulos, para que os distribuÃssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens” (Mc 6, 39-44). Com este gesto Jesus se apresentou ao povo judeu como seu Rei e Pastor que os apascenta, os alimenta e tem o poder de os salvar!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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